terça-feira, 28 de junho de 2011

CACIQUE PETISTA DE PETROLINA/PE A DEPUTADA ISABEL CRSITINA(PT/PE) AMENIZA ATAQUES CONTRA PREFEITO JÚLIO LÓSSIO E JA ADMITE ALIANÇAS PARA 2012 E OS ELEITORES FICA PARA ÚLTIMO PLANO COMO SEMPRE


Principal liderança do PT no sertão pernambucano, a deputada estadual Isabel Cristina recebeu com naturalidade os rumores sobre uma eventual aliança entre o seu partido e o PMDB do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio. Em entrevista concedida ao Blog ontem à tarde (27) na sede municipal do PT, no Centro da cidade, Isabel admitiu, sim, que seu partido poderia formar uma chapa majoritária com Lóssio nas eleições municipais de 2012.
Até porque, segundo a deputada, Lóssio – que nas eleições do ano passado apoiou a ala oposicionista do PMDB, liderada em Pernambuco pelo senador Jarbas Vasconcelos – vem ensaiando gradativamente uma aproximação com o PMDB governista, comandado pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Esse, por si só, já seria um grande passo para que o PT pudesse vir a bater o martelo com o prefeito visando às eleições do ano que vem. Isabel revelou, inclusive, que por duas vezes Lóssio já tratou do assunto com ela. Mas há uma pedra no meio desse caminho.
A deputada deixou claro que numa possível aliança entre PT e PMDB em Petrolina, não haveria a mínima chance de PPS, PSDB e DEM estarem incluídos. Ou seja, se Lóssio quer os petistas ao seu lado em 2012, teria de abrir mão de aliados que o acompanharam em 2008 – a exemplo do ex-deputado federal Osvaldo Coelho (DEM), do empresário Vilmar Cappellaro (PPS) e do seu próprio vice, Domingos Sávio (PSDB) – que a cada dia deixa explícita sua relação desgastada com o prefeito.
“Não há nenhuma possibilidade de o PT estampar na sua história em Petrolina uma aliança com esse grupo”, avaliou. A líder petista ressaltou, no entanto, que outros leques de opções estão abertos – inclusive uma nova aliança com o PSB do governador Eduardo Campos, como ocorreu em 2004, quando o partido indicou a professora Neuma Guedes como vice de Gonzaga Patriota. Ou até mesmo uma candidatura própria (como foi ventilada por integrantes do diretório municipal), cuja estratégia se voltaria para fortalecer o partido na Câmara de Vereadores.
Em qualquer das possibilidades, Isabel garantiu que essa discussão passará pelas cúpulas federal e estadual do partido, além – claro – de levar em consideração as alianças das quais o PT hoje faz parte. Mas ressaltou que a última palavra sobre o rumo dos petistas em Petrolina será dada pelo diretório municipal.
Perguntada se uma coligação ente PT e PMDB em Petrolina atrapalharia os planos de Eduardo Campos em recuperar a prefeitura municipal, a deputada foi categórica: “O governador ainda não tratou disso conosco e não falo de hipótese”. Isabel também disse que o deputado federal Gonzaga Patriota – outro socialista cotado mais uma vez para a disputa – também não a procurou. Do PSB, apenas o estadual Odacy Amorim já conversou sobre o assunto com ela e com outra liderança de peso no PT, o senador Humberto Costa.
Isabel chegou a afirmar que o ex-prefeito recebeu o convite para ingressar no partido. Há alguns dias Odacy negou a informação à imprensa. Mas a deputada não apenas confirmou, como revelou que o socialista, caso aceitasse vir para o PT “sem acalentar projetos pessoais”, poderia ser o candidato em 2012, admitindo ser ela sua vice. “Precisamos que ele (Odacy) defina seu caminho”, ponderou a petista. Caso a candidatura própria não seja mesmo possível, a líder petista adiantou que, ao contrário de 2004 e 2008, o PT, desta vez, não será atropelado e vai impor a vice em Petrolina. Nos bastidores, comenta-se que o nome da vereadora Cristina Costa já estaria sendo trabalhado para compor a majoritária com Lóssio. “Em política não se fecha porta. Não estou dizendo que sou favorável (à aliança com Lóssio), mas que o PT vai buscar o melhor caminho”, despistou a deputada.
Por Antonio Carlos Miranda

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