Karina Miotto
Em São Paulo o ponto de partida foi no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e de lá seguiu para a avenida Paulista, a mais famosa e das mais movimentadas da capital paulistana. Aproximadamente 200 manifestantes participaram. No Rio de Janeiro, o protesto começou no Posto 9, seguiu para a avenida Visconde de Pirajá e também chegou a reunir cerca de 200 de pessoas. "Vi muitos jovens e fico feliz por isso", diz a cantora Brita Brazil, uma das participantes. "Devido aos lastimáveis fatos de ultimamente, me refiro aos assassinatos dos ativistas no norte do país e a aprovação do novo Código Florestal, as pessoas estão se unindo não mais por um caso isolado, mas por acreditarem que lutar por um Brasil mais justo, seja do ponto de vista ambiental ou social, é uma obrigação que todos nós brasileiros possuimos, ou seja, a população está entendendo que ninguém irá lutar pelos direitos delas a não ser elas mesmas", afirma Philyppe Motta, que esteve na manifestação no Rio de Janeiro.
O porquê das polêmicas
Em relação à aprovação do novo Código Florestal, os principais pontos contestados são referentes à Reserva Legal, Áreas Protegidas e ao Programa de Regularização Ambiental, além da anistia a desmatadores que derrubaram florestas até julho de 2008. A usina, por sua vez, é contestada pela maneira com que o processo vem sendo conduzido. Conforme afirma o Movimento Xingu Vivo para Sempre, "cheio de atropelos" e com potencial de gerar consequências danosas como perda de biodiversidade (o que inclui espécies endêmicas), baixa produtividade (devido às cheias e vazantes do rio Xingu, a hidrelétrica não teria capacidade de gerar os 11 mil megawatts prometidos), impactos em comunidades indígenas e ribeirinhas, entre outras coisas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário