Nathália Clark
Na última quinta-feira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu início ao fechamento do polo madeireiro ilegal de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Foi iniciada a retirada do maquinário e da madeira ainda existente nas 12 madeireiras instaladas no município.
Os estabelecimentos possuem vasto histórico de ilegalidades contra o meio ambiente na atividade de exploração de madeira. No fim do mês, elas tiveram suas licenças ambientais estaduais cassadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a pedido do órgão ambiental federal.
Segundo o instituto, todos os equipamentos e produtos florestais recolhidos serão destinados à Prefeitura do município de Vigia, a 583km de Nova Ipixuna, e ao Exército. Após a conclusão do processo de doação, os bens serão utilizados em obras sociais no estado.
O desmonte do maquinário deve durar cerca de uma semana e acontece com apoio do Exército e de equipes do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém, Polícia Rodoviária Federal de Marabá, Força Nacional e Polícia Federal.
Operação Disparada
A desativação das madeireiras faz parte da Operação Disparada, deflagrada a partir do dia 31 de março, para combater o desmatamento ilegal, simultaneamente, em cinco regiões da Amazônia Legal, englobando os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Para Paulo Vinícus Marinho, gerente do Ibama em Marabá e coordenador da ação, o resultado esperado é que “uma nova geração de madeireiras, comprometida com a lei e o meio ambiente, surja no lugar desta, que, apesar das constantes multas impostas, sempre persistiu nas atividades ilegais”.
De acordo com dados do Ibama, os antecedentes das madeireiras incluem 122 autos de infração, que somam R$ 5,1 milhões em multas aplicadas pelo órgão entre 2006 e 2010. As multas decorrem de venda e depósito de madeira ilegal; falta de licença ambiental; não cumprimento das exigências das licenças obtidas; recepção de madeira de desmatamento e de explorações ilegais de florestas em terras públicas e privadas; e ainda o corte e comercialização de castanheiras, espécie protegida por lei contra o uso madeireiro.
Ilegalidade e assassinatos
Nova Ipixuna é o local onde, há cerca de um mês, foram assassinados os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, que lutavam contra a exploração ilegal e pela preservação da castanheira, da qual tiravam seu digno sustento.
Serão desativadas as seguintes empresas: Madeireira Bom Futuro Ltda, MP Torres e Cia Ltda, Madeireira Belmonte Ltda, Tedesco Madeira Ltda, Madeireira Eunápolis Ltda, Serraria Tico Tico Ltda, Sandra Coelho Santos Madeireira Ltda, Paulo Mendes Souza e Cia Ltda, Manoel Acácio Carneiro ME, PH Laminados e Compensados Ltda, Gilmar Rodrigues Silva ME e NS Filofo.
A frente em Nova Ipixuna da Operação Disparada chegou à região no final de maio e já aplicou R$ 3,3 milhões em multas, apreendeu 770 m³ de madeira em tora, 630 m³ do produto serrado, embargou 315 hectares de áreas desmatadas e destruiu dezenas de fornos de carvão no Assentamento Praialta-Piranheira. A operação permanece na região por tempo indeterminado.
Área de madeireiras sendo desativadas no município de Nova Ipixuna, no Pará. (foto: Divulgação Ibama-PA)
Na última quinta-feira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu início ao fechamento do polo madeireiro ilegal de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Foi iniciada a retirada do maquinário e da madeira ainda existente nas 12 madeireiras instaladas no município.
Os estabelecimentos possuem vasto histórico de ilegalidades contra o meio ambiente na atividade de exploração de madeira. No fim do mês, elas tiveram suas licenças ambientais estaduais cassadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a pedido do órgão ambiental federal.
Segundo o instituto, todos os equipamentos e produtos florestais recolhidos serão destinados à Prefeitura do município de Vigia, a 583km de Nova Ipixuna, e ao Exército. Após a conclusão do processo de doação, os bens serão utilizados em obras sociais no estado.
O desmonte do maquinário deve durar cerca de uma semana e acontece com apoio do Exército e de equipes do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém, Polícia Rodoviária Federal de Marabá, Força Nacional e Polícia Federal.
Operação Disparada
A desativação das madeireiras faz parte da Operação Disparada, deflagrada a partir do dia 31 de março, para combater o desmatamento ilegal, simultaneamente, em cinco regiões da Amazônia Legal, englobando os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Para Paulo Vinícus Marinho, gerente do Ibama em Marabá e coordenador da ação, o resultado esperado é que “uma nova geração de madeireiras, comprometida com a lei e o meio ambiente, surja no lugar desta, que, apesar das constantes multas impostas, sempre persistiu nas atividades ilegais”.
De acordo com dados do Ibama, os antecedentes das madeireiras incluem 122 autos de infração, que somam R$ 5,1 milhões em multas aplicadas pelo órgão entre 2006 e 2010. As multas decorrem de venda e depósito de madeira ilegal; falta de licença ambiental; não cumprimento das exigências das licenças obtidas; recepção de madeira de desmatamento e de explorações ilegais de florestas em terras públicas e privadas; e ainda o corte e comercialização de castanheiras, espécie protegida por lei contra o uso madeireiro.
Ilegalidade e assassinatos
Nova Ipixuna é o local onde, há cerca de um mês, foram assassinados os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, que lutavam contra a exploração ilegal e pela preservação da castanheira, da qual tiravam seu digno sustento.
Serão desativadas as seguintes empresas: Madeireira Bom Futuro Ltda, MP Torres e Cia Ltda, Madeireira Belmonte Ltda, Tedesco Madeira Ltda, Madeireira Eunápolis Ltda, Serraria Tico Tico Ltda, Sandra Coelho Santos Madeireira Ltda, Paulo Mendes Souza e Cia Ltda, Manoel Acácio Carneiro ME, PH Laminados e Compensados Ltda, Gilmar Rodrigues Silva ME e NS Filofo.
A frente em Nova Ipixuna da Operação Disparada chegou à região no final de maio e já aplicou R$ 3,3 milhões em multas, apreendeu 770 m³ de madeira em tora, 630 m³ do produto serrado, embargou 315 hectares de áreas desmatadas e destruiu dezenas de fornos de carvão no Assentamento Praialta-Piranheira. A operação permanece na região por tempo indeterminado.
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