quinta-feira, 7 de julho de 2011

PRÊÇO DA CORRUPÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE DA BAHIA DEIXA MULHER GRÁVIDA AGONIZANDO POR FALTA DE ATENDIMENTO MÉDICO E RECÉM NASCIDO ACABA MORRENDO


 
Mais uma denúncia grave relacionada a saúde pública. A questão agora envolve 3 unidades hospitalares: Hospital e Maternidade Luiz Argolo, em Santo Antonio de Jesus, um hospital de Cruz das Almas e um outro de Valença. Dessa vez, a denunciante é Madalena dos Santos, 19 anos, moradora do Loteamento Viver Melhor, em Santo Antonio de Jesus. Em entrevista ao Voz da Bahia, ela contou que estava com 9 meses e cinco dias de gestação, foi ao hospital Luiz Argolo para ter seu bebê, e recebeu a informação de que não havia médicos para lhe atender. Um dos funcionários do hospital propôs que ela fosse para Cruz das Almas. O médico plantonista que geralmente atende na unidade, segundo um funcionário, está afastado por problemas de saúde.
“Mandaram a gente para Cruz das Almas, sem dar nenhum papel. Disseram: Vá para Cruz que lá deve ter alguém”, contou Madalena. Madalena chegou ao hospital por volta das 23h do último sábado (2).
Ela decidiu ir para o hospital em Cruz das Almas, já que sua bolsa já havia estourado e o risco de perder o bebê era grande. De acordo com Madalena, até a ambulância para transportá-la até Cruz, o hospital Luiz Argolo não disponibilizou.
Chegando lá, enfrentou dificuldades para ser atendida, pois ela mora em outra cidade. Ela conseguiu ser atendida por um médico, mas recebeu uma péssima notícia: Não havia chances do parto ser normal, e não havia anestesista no hospital. Sem anestesista, a cesariana não poderia ser feita.
Sentindo muitas dores, Madalena teve que voltar para Santo Antonio de Jesus. Sendo assim, foi avisada mais uma vez que não havia obstetra para atendê-la, e que a única solução seria ela ir para outras cidades como Valença, Feira de Santana ou Nazaré. “Ele (funcionário) praticamente fechou as portas do hospital para ninguém entrar”, destacou.
Chegando ao hospital em Valença, por volta das 2h da madrugada, Madalena sofreu mais ainda. Ela disse que sentiu dificuldades no momento do parto. A enfermeira pedia para ela fazer força, mas só sentia sono. Após muitas horas de dor e sofrimento, uma médica fez o parto, precisando utilizar uma ferramenta para puxar o bebê, já que ele não estava saindo normalmente. Após todos esses procedimentos médicos, Madalena ainda contou que foi mal tratada por alguns funcionários, que não quiseram dar detalhes sobre a saúde do seu bebê após o nascimento.
Devido a essas complicações no parto, o recém-nascido estava com dificuldades para respirar, sofreu parada cardíaca, além de ficar com deformidades na cabeça. Após dias internado, o bebê não resistiu e morreu.
Reportagem e fotos: 'Voz da Bahia'

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