quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pedaços de corpos humanos do IML de Petrolina são lançados no rio São Francisco

DENÚNCIA GRAVE


Roseno Neto


Ação Popular

Os policiais civis de Petrolina seguiram a paralisação de 24 horas que aconteceu nesta quarta-feira (8), em todo o estado de Pernambuco. Delegados e agentes estiveram reunidos em frente ao Instituto Médico Legal (IML) no bairro Ouro Preto, zona oeste da cidade, onde protestam contra as más condições de trabalho e reivindicam avanços salariais da categoria. Os policiais aproveitaram para fazer uma grave denúncia.

Na ocasião, o diretor de planejamento do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Roseno Neto, denunciou a situação caótica em que se encontra o IML de Petrolina e afirmou que pedaços de corpo humanos necropsiados no IML de Petrolina vão para a rede comum de esgot. “O IML de Petrolina é o pior do Brasil. Aqui os pedaços de corpos estão sendo jogados na rede de esgoto porque não há condições de trabalho. O governo do estado é intransigente e opressor dá aumento a outras categorias e não dá a quem precisa”.

Pedaços de corpos jogados no rio São Francisco

Os pedaços de corpos necropsiados são jogados na rede comum de esgoto que depois são lançados diretamente no rio São Francisco.


“Alguns procedimentos são realizados aqui no chão mesmo, não tem material de perícia e nem luva e muitas das vezes os procedimentos são feitos com facas de modo artesanal e desrespeitoso. Nós petrolinenses estamos bebendo água contaminada pelo IML, é grande a quantidade de pedaços de corpos e sangue que caem no rio São Francisco”, denunciou.


Segundo o representante sindical, a denúncia foi entregue em um dossiê ao Ministério Público e à Vigilância Sanitária no mês de abril. “Pedimos a interdição do IML, mas até agora não tivemos resposta. Quero frisar que o problema de gestão do IML de Petrolina é muito grave, temos um gestor aqui que é diretor do hospital da Polícia Militar e do IML e fica impossível ele gerir os dois órgãos ao mesmo tempo, portanto temos problemas administrativos também. Isso é caso de saúde pública e precisa ser resolvido”, disse.

Policiais durante paralisação

Por fim, ele ressaltou que em Petrolina a delegacia da Polícia Civil precisa de oito delegados, 60 agentes, 20 escrivães, oito peritos criminais, 10 auxiliares de perito, 10 auxiliares de legista, cinco peritos papiloscopistas.

Com informações de waldiney Passos/Rádio Jornal

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